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TOP MOTHER: ISABELLI FONTANA POSA COM FILHOS E FALA SOBRE DÉBUT COMO ESTILISTA

VOGUE / ONLINE - 28/08/2013 , Mauren / Online - 28/08/2013, No Pátio / Online, Linhares em Dia / Online

 

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De perto, toda mãe é normal. Isabelli Fontana, top mother, administra carreira e dois filhos nas costas, com pé no chão e mão firme na hora de educar os quase rapazes que, claro, vivem a testar seus limites. Aos 30 anos recém-comemorados, mais protetora que conservadora, a modelo é mãe supermoderna e nem por isso menos tradicional que a avó quando o tópico é ensinar os bons – e velhos – modos a Zion, 10 anos, e Lucas,
7. “Viro a caretona para cobrar as obrigações, porque criança precisa de uma voz ativa para que cresça centrada. Minha modernidade como mãe está mais nos momentos de lazer, quando banco a doida e brincalhona”, diz a modelo, que conta com a ajuda da própria avó – e bisavó dos meninos –, que mora com as crianças na casa de Isabelli em São Paulo, para cuidar dos meninos enquanto ela viaja. E, para o bem e para o mal, isso acontece muito.

Globe-trotter, estrela de campanhas e desfiles das marcas mais desejadas do mundo, a top engravidou pela primeira vez aos 19 anos (do também modelo Álvaro Jacomossi) e depois aos 23, do ator Henri Castelli, com quem foi casada. Vista de longe, Isabelli pode até parecer “pra frentex”. Mas a verdade é que ela não é uma mãe tão liberal assim. “Caso eles não respeitem, aplico uma punição braba mesmo”, garante.

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Com a mãozinha da avó, Isabelli concilia com a desenvoltura de poucas a vida dentro e fora de casa. Antes e depois de dar à luz, continuou no topo das melhores e maiores – e mais bem pagas – übermodels do circuito, trocou a licença-maternidade por um sonoro “com licença, eu vou à luta” e voltou à labuta, desfilando de biquíni e lingerie, sem um grama a mais e nada fora do lugar. Foi viajar, rodar o mundo de campanha em campanha, sem deixar para segundo plano a carreira de mãe profissional. “Costumava levar o Zion para tudo que era lado. Por ser meu primeiro filho, era bebê, eu ainda amamentava, não me desgrudava por nada nesse mundo. Mas, quando ele passou a ter rotina, ter de ir à escola, tudo mudou”, lembra a top, que faz das tripas coração para que sua profissão atrapalhe o menos possível o dia a dia dos dois. “Eu é quem me sacrifico, vou e volto das viagens porque as crianças precisam de rotina. É muito importante isso na vida deles.”

Quando está em casa, a modelo assume o papel de mãe no modo “pacote completo”. “Amo fazer tudo com eles, adoro levá-los e buscá-los na escola, às vezes vou para a cozinha e faço de sanduíches a almoço e jantar.” O programa preferido do trio é, claro, viajar junto nas férias. “Costumamos ir a Fortaleza [os filhos adoram o Beach Park] ou a Florianópolis [onde Isabelli tem uma casa], dependendo da temperatura, pois amamos um sol ardente!”, conta.

Se quando está com os filhos o cotidiano parece bem próximo do que fazem as mães manequim 40/42, longe deles a sensação é a mesma. “Já me senti a pior mãe do mundo por viajar demais. Fiz muita terapia para superar a culpa”, revela Isabelli, que se colocou uma regra para aceitar trabalhos: não fica ausente de casa por mais de dez dias. “Quando estou em casa me sinto completa. Quando viajo a trabalho é a trabalho.Eé quando tenho mais tempo para mim, aproveito e faço minhas compras e tal. Mas fico sempre pensando no dia de voltar para os meus filhos.”

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Isabelli já bateu muita cabeça para tentar preencher a falta que fazia a Zion e Lucas durante as temporadas demodae shootings internacionais. “Antes, compensava minha ausência e toda a culpa que sentia com presentes que trazia de cada viagem. Mas parei com isso. Hoje, eu sou o presente.”

Num mundo ideal, as experiências únicas da maternidade e da construção de uma sólida história profissional se complementariam e só acrescentariam experiências enriquecedoras tanto dentro de casa como na mesa do escritório (ops, no estúdio fotográfico de Steven Meisel, no caso de Isabelli). Na dura, mas estimulante e – por que não dizer, plena – dupla jornada da vida real, os conflitos e acidentes de percalço são inevitáveis. Mas Isabelli tira de letra, tanto que acaba de somar mais uma função a seu currículo, fazendo agora jornada tripla. É que ela acaba de debutar como estilista de moda infantil, assinando uma linha especial para a Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre. A top olhou muito para o estilo dos próprios filhos para criar as 24 peças, todas para meninos, que chegam às lojas em novembro. Uma viagem a St. Barths, o estilo navy mais francesinho para os meninos, com peças com muitas camisas de linho, fazemparte do moodboard de Isabelli. Ela também criou uma linha para meninas, com 38 peças. “Quis mesclar a pegada linho com o estilo praiano pescador. Quero que as crianças, além de ficarem lindas para os pais, se sintam confortáveis”, resume a top mãe-estilista.

Missão cumprida, sucesso reconhecido, quando é hora de afivelar as malas outra vez para mais uma viagem de trabalho, a tristeza é geral.“ Sempre tem chororô, por mais que eles estejam acostumados. E aquela culpa de mãe sempre aparece de novo. ”Pensando melhor,de perto, nenhuma mãe é normal. São todas mesmo iguais.

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